Retirada dos implantes mamários
O explante é a cirurgia para retirar as próteses de silicone. A decisão pode envolver preferência pessoal, complicações relacionadas aos implantes ou sintomas que precisam de investigação.

Cirurgias de Mama
Realizo o explante de silicone, cirurgia para retirada das próteses mamárias, com planejamento individualizado para avaliar os implantes, a cápsula que os envolve e as condições das mamas. A retirada de silicone pode ocorrer por escolha pessoal, alterações nos implantes, desconfortos ou indicações clínicas específicas.



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CRM-SP 153.624RQE 98.516
O explante é a cirurgia para retirar as próteses de silicone. A decisão pode envolver preferência pessoal, complicações relacionadas aos implantes ou sintomas que precisam de investigação.
A cápsula fibrosa é uma camada de tecido que se forma naturalmente ao redor do implante. Sua retirada não é obrigatória em todos os casos; a necessidade de tratamento depende das condições clínicas e dos riscos da cirurgia.
Depois da retirada, pode haver redução de volume, flacidez ou alteração de formato. Avalio as condições dos tecidos e, quando indicado, a associação com técnicas de remodelação, como a mastopexia.
Antes do procedimento, examino as mamas, avalio os implantes, as cicatrizes anteriores e os exames de imagem disponíveis. Também considero sintomas, histórico cirúrgico e objetivos da paciente para definir se a retirada das próteses deve ocorrer isoladamente ou acompanhada de outros procedimentos.
Durante a cirurgia, retiro os implantes e avalio as condições da cápsula e dos tecidos próximos. Dependendo dos achados, posso realizar uma capsulectomia parcial ou total e considerar técnicas complementares para tratar a flacidez e reorganizar as mamas.
As razões para retirar o silicone variam conforme a experiência e as condições clínicas de cada paciente. Algumas mulheres desejam deixar de usar próteses, enquanto outras procuram o explante por complicações, alterações mamárias ou sintomas que precisam de investigação.
Quando a paciente não deseja mais utilizar implantes mamários, seja por preferência pessoal, mudanças estéticas ou decisão de não realizar uma nova troca de próteses.
Quando a cápsula ao redor do implante apresenta endurecimento, deformidade ou dor. Dependendo da gravidade, o tratamento pode envolver a retirada da prótese e da cápsula.
Quando exames identificam rompimento da prótese, com ou sem extravasamento do gel. A extensão da rotura e as condições dos tecidos influenciam o planejamento cirúrgico.
Quando a paciente relata fadiga persistente, dores musculares, dores articulares ou outros sintomas sistêmicos que associa aos implantes. Essas manifestações precisam de investigação, pois a relação causal com as próteses não está estabelecida em todos os casos.
Quando surgem inchaço persistente, acúmulo tardio de líquido, nódulos ou outras alterações que exigem investigação, inclusive para condições raras como o BIA-ALCL, linfoma associado a implantes mamários.
Quando a paciente apresenta assimetrias, desconfortos, flacidez ou alterações relacionadas a cirurgias anteriores e deseja reconsiderar o uso dos implantes.
Depois da retirada, o formato das mamas depende do tecido natural disponível, da qualidade da pele, do tamanho das próteses e do tempo de uso. Podem ocorrer flacidez, redução de volume e mudanças de contorno. Os sintomas atribuídos aos implantes precisam de investigação; a retirada não oferece garantia de melhora.
Sempre que possível, aproveito as incisões existentes, mas podem ser necessárias cicatrizes adicionais. A extensão da retirada da cápsula e a associação com outras técnicas exigem avaliação individual dos riscos e das condições dos tecidos.


Avalio a anatomia, o histórico clínico, os exames e as expectativas para definir a indicação e a estratégia do tratamento. Na consulta, explico as possibilidades, as limitações e os riscos envolvidos.

Acompanho a recuperação em consultas programadas, ajustando as orientações conforme a evolução de cada paciente.

Forneço orientações sobre os cuidados com a região tratada e o retorno gradual às atividades, ajustando as recomendações conforme o procedimento e a recuperação individual.
Sempre que possível, procuro aproveitar as incisões existentes para retirar os implantes. Entretanto, a localização e a extensão das cicatrizes dependem da cirurgia anterior, da posição da prótese, das características da cápsula e da necessidade de ampliar o acesso cirúrgico. Quando associo uma mastopexia, podem ser necessárias cicatrizes adicionais ao redor das aréolas, na vertical ou no sulco mamário. Durante o acompanhamento, avalio a cicatrização e oriento os cuidados necessários, considerando que o aspecto final varia conforme a pele, a técnica e a resposta individual.
O explante envolve riscos como sangramento, infecção, acúmulo de sangue chamado hematoma, acúmulo de líquido chamado seroma, alterações de sensibilidade, assimetrias e problemas de cicatrização. Quando há retirada extensa da cápsula, também considero o risco de lesões nos tecidos próximos, inclusive na parede do tórax e na pleura, membrana que reveste os pulmões, conforme a anatomia e as aderências.
Não. Sua presença não significa uma complicação. A cápsula pode ser preservada quando não apresenta alterações que justifiquem a retirada. Na capsulectomia parcial, removo parte dela; na total, toda a cápsula é retirada, sem que precise sair em uma única peça. A escolha considera contratura, rotura, exames, sintomas e riscos da cirurgia.
Na capsulectomia total intacta, toda a cápsula é retirada em uma única peça, geralmente com o implante em seu interior. O explante en bloc inclui uma margem de tecido ao redor e tem indicação oncológica, diante de câncer associado ao implante suspeito ou confirmado após investigação. As duas técnicas não são sinônimas, e o en bloc não é necessário rotineiramente para retirar o silicone.
Não há garantia de cura. A expressão doença do silicone, ou Breast Implant Illness, reúne relatos de fadiga, dores musculares e articulares e dificuldades de concentração e memória. A síndrome ASIA também é discutida nesse contexto, mas não é sinônimo de BII. A relação dos sintomas com os implantes ainda está em estudo, sem causa única comprovada ou critérios diagnósticos universalmente aceitos. Algumas pacientes relatam melhora após a retirada, mas é necessário investigar outras causas e avaliar benefícios e riscos individualmente.
Quando existe rotura confirmada, é necessário avaliar a retirada ou substituição do implante e o tratamento dos tecidos envolvidos. O planejamento depende da localização do silicone, das condições da cápsula, dos sintomas e dos exames.
O BIA-ALCL é um linfoma raro associado a implantes mamários, especialmente aos de superfície texturizada. Inchaço persistente, líquido tardio, dor ou nódulos precisam de investigação. O diagnóstico confirmado pode exigir retirada do implante e tratamento completo da cápsula por equipe especializada.
A mastopexia pode ser associada ao explante quando existe flacidez ou necessidade de reposicionar as mamas. A lipoenxertia é outra possibilidade de remodelação em casos selecionados, utilizando gordura da própria paciente. Sua indicação e viabilidade precisam ser avaliadas individualmente.
Como referência geral, a retirada isolada das próteses pode durar aproximadamente 1 a 2 horas. Quando existe capsulectomia extensa ou procedimento associado, pode levar cerca de 2 a 4 horas ou mais. A duração depende do planejamento cirúrgico.
Como referência geral, a alta costuma ocorrer no mesmo dia ou após uma noite de internação. As primeiras uma a duas semanas exigem atenção aos curativos, repouso relativo e limitação de esforços, com retorno gradual às atividades leves conforme a avaliação médica. Exercícios intensos, musculação e maior esforço dos braços podem exigir quatro a seis semanas ou mais, especialmente quando há capsulectomia ou mastopexia associada. A liberação depende da evolução individual.
Quando indicado, o uso é orientado conforme a técnica, a extensão da cirurgia, a cicatrização e a acomodação dos tecidos. Como referência geral, pode ficar em torno de 30 a 60 dias e se estender quando há mastopexia ou capsulectomia extensa.
O valor depende das condições dos implantes, da necessidade de capsulectomia, da técnica utilizada, da complexidade da cirurgia e dos recursos hospitalares e anestésicos. O orçamento é definido individualmente após a consulta e o planejamento cirúrgico.
Não trabalho com convênios para esse atendimento. Consultas, planejamento e cirurgia são particulares. Em determinadas situações clínicas, pode existir possibilidade de cobertura ou reembolso conforme o contrato e a análise da operadora. Essa possibilidade deve ser verificada diretamente com o plano de saúde e não está garantida.

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